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agosto 21, 2014
julho 04, 2014
Diário de um Cão!
1ª Semana:
Hoje faz uma semana que nasci! Que alegria ter chegado a este mundo!
1º Mês:
A minha mãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!
2º Mês:
Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito inquieta e com os seus olhos disse-me adeus como que esperando que a minha nova “família humana” cuidasse bem de mim, como ela havia feito.
4º Mês:
Cresci muito rápido. Tudo chama à minha atenção. Existem crianças na casa, são como “irmãozinhos”.
5º Mês:
Hoje castigaram-me. A minha dona zangou-se porque fiz xixi dentro de casa… Mas nunca me disseram onde eu deveria fazer. E como durmo na marquise, não aguentei!
6º Mês:
Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido… Creio que a minha família humana me ama muito… Quando estão a comer convidam-me também. O pátio é só para mim e eu estou sempre a fazer buracos na terra, como os meus antepassados lobos, quando escondiam comida. Nunca me educam! Seguramente porque nada faço de errado!
12º Mês:
Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulhosos devem estar de mim!!!
13º Mês:
Como me senti mal hoje… O meu “irmãozinho” tirou-me a minha bola. Como nunca toco nos seus brinquedos, fui atrás dele e mordi-o, mas como os meus dentes estão muito fortes, magoei-o sem querer. Depois do susto, prenderam-me e quase não me posso mover para tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que me vão deixar em observação (certamente não me vacinaram)… Não entendo o que está a acontecer.
15º Mês:
Tudo mudou… vivo preso no pátio… na corrente… Sinto-me muito só…. a minha família já não me quer… às vezes esquecem-se que tenho fome e sede e quando chove não tenho tecto para me tapar.
16º Mês:
Hoje tiraram-me a corrente. Pensei que me tinham perdoado…Fiquei tão contente que dava saltos de alegria e o meu rabo não parava de abanar. Parece que vou passear com eles. Entrámos no carro e andámos um grande bocado. Quando pararam, abriram a porta e eu desci a correr, feliz, crendo que era um dia de passeio no campo. Não entendo porque fecharam a porta e se foram embora… “Esperem!!!” – Lati. Esqueceram-se de mim! Corri atrás do carro com todas as minhas forças… a angustia aumentou ao perceber que o carro se afastava e eles não paravam. Tinham-me abandonado…
17º Mês:
Procurei em vão encontrar o caminho de volta a casa. Sento-me no caminho, estou perdido e algumas pessoas de bom coração olham-me com tristeza e dão-me de comer… Eu agradeço com um olhar do fundo da minha alma. Porque não me adoptam? Eu seria leal como ninguém. Porém apenas dizem “Pobre cãozinho, deve estar perdido.”.
18º Mês:
No outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus “irmãozinhos”. Cheguei perto deles e um grupo, aos risos, atirou-me uma chuva de pedras – para ver quem tinha melhor pontaria. Uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos, e desde então não vejo.
19º Mês:
Parece mentira, mas quando eu estava mais bonito as pessoas compadeciam-se mais de mim… Agora que estou mais fraco, com aspecto mudado… perdi o meu olho, as pessoas tratam-me aos pontapés quando pretendo deitar-me à sombra.
20º Mês:
Quase não me posso mexer. Hoje ao atravessar a rua por onde passam os carros, um deles atropelou-me. Pelo que sei estava num lugar seguro chamado sarjeta, mas nunca me vou esquecer do olhar de satisfação do motorista ao faze-lo. Oxalá me tivesse morto… Porém só me partiu as pernas.
A dor é terrível, as minhas patas traseiras não me respondem e com dificuldade arrastei-me até uma moita de ervas completamente fora da estrada. Não me posso mover, a dor é insuportável, nunca me abandona. Sinto-me muito mal, estou num lugar úmido e parece que o meu pêlo está a cair.
Algumas pessoas passam e não me vêem; outras dizem “Não te aproximes”. Já estou quase inconsciente. Porém uma força estranha fez-me abrir os olhos. A doçura da sua voz fez-me reagir. “Pobre cãozinho, como te deixaram”, dizia. Junto a ela estava um senhor de roupa branca que começou a tocar-me e disse “Minha senhora, infelizmente este cão não têm remédio que o salve, o melhor é que deixe de sofrer”.
A gentil senhora consentiu com os olhos cheios de lágrimas. Como pude, mexi o rabo e olhei para ela, agradecendo por me ajudar a descansar… Senti somente a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque nasci se ninguém me queria…
*Desconheço o Autor*
maio 20, 2012
O LEÃO E O CORDEIRO
O sono demorava a chegar aos olhos da criança, que disse à velhinha sentada ao pé de sua cama:
- Conte-me uma história, vovozinha.
- Era uma vez - começou a velhinha - um leão enjaulado a quem deram um cordeirinho para comer.
- Ele era branquinho? - perguntou a bondosa menina.
- Sim, bem branquinho e tão inocente que nem teve medo do leão, e se aproximou ainda mais dele, como se ele fosse sua mãe, olhando-o com um olhar cheio de devoção e espanto.
O leão desarmado diante de tanta confiança inocente, não teve coragem de matá-lo e preferiu passar fome.
É porque, por mais forte e poderoso que seja o adversário, quando é nobre, fica desarmado diante da inocência e humildade de sua vítima.
A vovozinha não precisou dizer mais nada.
A menina já havia adormecido.
Autor Desconhecido
beijinhos de luz...
abril 09, 2012
Carmelo o Caramujo
Era uma vez um caramujo que se chamava Carmelo.
Um dia, enquanto passeava calmamente pelo campo, encontrou algumas borboletas e pensou como seria bom se tivesse aquelas cores tão brilhantes na sua carapaça.
Carmelo continuou o seu passeio e logo adiante encontrou uma joaninha e novamente se pôs a
pensar:
"Como a joaninha é bonita, assim toda vermelha com bolinhas pretas. Por que será que minha concha é sem cor?"
Então Carmelo se sentiu tão triste, mas tão triste por não ter uma carapaça colorida, que começou a fazer um pedido por escrito, para alguém resolver o seu problema.
Foi então que ele avistou um homem, perto dali, misturando tintas para pintar um quadro multicolorido.
Carmelo não perdeu tempo, e o mais rápido que pôde, andou até onde o pintor estava e perguntou sem a menor cerimônia:
- O cavalheiro poderia pintar minha carapaça com as cores das borboletas ou as das asas da joaninha?
O pintor ficou muito feliz em poder ajudar.
Carmelo e, na mesma hora, começou a pintar sua carapaça com bolinhas pretas que nem as das joaninhas.
Carmelo não cabia em si de contente, e foi correndo mostrar suas novas cores aos amigos.
No entanto, eles não ficaram nem um pouco impressionados, e um deles disse para Carmelo:
- Que coisa feia, você nem parece um caramujo.
beijinhos de alegria...
março 19, 2012
O Sapo Jurubeba
Os sapos, as rãs e as pererecas passavam dias e noites brincando e cantando no lago da Alegria Sem Fim.
Jurubeba era um sapo implicante, que não enxergava direito, mas não era mau.
Só que ela achava a lagoa bagunçada. por isso, sem perguntar nada a ninguém, resolveu arranjar um rei para pôr ordem nela.
Sapo Bolão, já bem velho e muito sábio, falou para Jurubeba:
- Não faça isso! Seus amigos da lagoa vão ficar com raiva de você. Quem quer um rei?
Mas Jurubeba não ouviu o sapo Bolão. Um dia, ele viu um enorme sapo boiando nas águas da lagoa e gritou:
- Achei! Achei o nosso rei!
Mas o enorme sapo não passava de um tronco velho, coberto de cipós, com um buraco que parecia mesmo uma grande boca aberta
Jurubeba pensou que fosse um sapo-boi.
Os sapos, as rãs e as pererecas levaram um susto ao ver aquele tronco feio com a coroa do rei dos sapos. Mas não tiveram coragem de deixar Jurubeba triste e se calaram.
Uma manhã, a rãzinha Aretiza acordou de mau humor:
- Já cansei! Fora, seu tronco velho e feio!
Jurubeba acordou com os gritos de Aretiza. Pulou em cima do tronco e gritava:
- Faça alguma coisa, rei dos sapos! Você não é de nada?
Mas o rei não se mexia.
Finalmente, já cansado, Jurubeba voltou para a margem do lago e chorou.
Sapo bolão e Aretiza riam a bandeiras despregadas:
- Rei dos sapos??!! Só se for rei dos troncos velhos!
Autor Desconhecido
julho 29, 2011
Oração de um Cão.
ORAÇÃO DO CÃO
Senhor de todas as criaturas, fazei que o homem,
meu dono, seja fiel aos outros homens, como eu próprio lhe sou fiel.
Fazei-o afeiçoado à minha família e aos amigos,
como eu próprio lhe sou afeiçoado.
Fazei que ele guarde honestamente os bens que tu lhe confias,
como eu, honestamente, guardo os que ele me confia.
Dai-lhe Senhor, um sorriso fácil e espontâneo,
como fácil e espontâneo é o mover da minha cauda.
Fazei-o tão pronto à gratidão,
como eu, sempre tão pronto, lhe lambo as mãos.
Dai-lhe uma paciência igual à minha, que lhe aguardo sem queixume.
Que ele tenha a minha coragem, e a minha prontidão no sacrifício,
desde a comodidade à própria vida.
Conserva-lhe a juventude do meu coração, e a alegria do meu conhecer.
Por fim, ó Senhor de todas as criaturas,
fazei-o sempre tão verdadeiramente homem,
como eu sempre, tão verdadeiramente, sou cão.
(Autor desconhecido)
beijinhos
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