Os casos de Alzheimer em cães vêm aumentando de acordo com o aumento da expectativa de vida. O Alzheimer é caracterizado pela disfunção cognitiva onde os animais passam a não conhecer os seus donos e muitas vezes podem ficar agressivos.A doença se manifesta geralmente a partir dos sete anos de idade, não existe um exame específico para identifica-la, a disfunção cognitiva costuma assustar no início, pois muda o cotidiano de cães e donos.Os sintomas mais frequentes são, desorientação do cão (envolve momentos de agitação e/ou de sonolência), redução de atividade física, mudanças no padrão do sono, perda de memória visual e alteração nos hábitos de higiene.O tratamento inclui o uso de medicação e alteração na dieta, os donos devem optar por rações ricas em antioxidantes que auxiliam no combate aos radicais livres e, por sua vez, combatem o envelhecimento.Mas, como tumores cerebrais e alguns distúrbios endócrinos também podem provocar mudanças comportamentais semelhantes ao Alzheimer, é importante orientação do médico veterinário para que possa ser feito o diagnóstico adequado.Fonte: Cães e GatosAdaptação: Revista Veterinária
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julho 01, 2013
# Alzheimer em Cães#
*Exame para detectar Alzheimer em cães*
Pesquisadores brasileiros desenvolveram teste clínico que identifica sinais de demência nos animais
Assim como os humanos, os cachorros também parecem sofrer de doenças neurodegenerativas. É o que sugere um estudo feito pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). A boa notícia é que pesquisadores desenvolveram um teste específico para detectar a patologia, o que pode permitir o inicio de terapias antes de estágios mais avançados do transtorno.
A disfunção cognitiva se caracteriza por intensa desorientação do cão, diminuição da atividade física, mudanças nos padrões do sono, na rotina, nos hábitos de higiene e na memória visual – alguns cachorros não reconhecem os donos. As alterações são muito intensas e agem no cérebro de forma semelhante ao Alzheimer, diminuindo sensivelmente a qualidade de vida do animal.
Com base em modelos de detecção da doença descritos na literatura, sobretudo por cientistas de universidades internacionais, o veterinário Rogério Martins Amorim e sua equipe adptaram um instrumento para a rotina de atendimento clínico e aplicável como forma de diagnóstico precoce do transtorno. O teste consiste em um aparelho de madeira que oferece um petisco ao animal sempre que escolher o objeto correto entre dois – pode ser uma cor ou um formato específico.
“ O próximo passo é validar cientificamente o modelo para que ele passe a ser usado no atendimento clínico do Hospital Veterinário da Unesp de Botucatu”, ressalta Amorim. Se aceito, o teste poderá prever que cachorros que não consigam acertar o objeto a ser tocado entrem para o grupo suspeito de disfunção cognitiva canina e sejam encaminhados para ressonância magnética e outros exames complementares.
Segundo o veterinário, as formas de tratamento nesses casos também precisam ser ampliadas. Agora, sua equipe pesquisa o isolamento e cultivo de células-tronco neurais presentes no bulbo olfatório de cães. A expectativa é que, no futuro, as investigações possam levar a terapias mais eficazes para a demência dos cães idosos.
# Teste detecta Alzheimer em cães #
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo, desenvolveram um método que pode flagrar a doença degenerativa dos neurônios do pet, conhecida como Alzheimer canino.
"O modelo de diagnóstico exige visitas diárias ao veterinário, com duração de no mínimo 30 minutos. Na clínica, o bicho aprende a localizar alguns petiscos que ficam escondidos", explica a veterinária e responsável pelo projeto, Marta Heckler. "É esperado que, depois de alguns dias, o cão memorize a ordem dos lugares em que o alimento foi colocado", completa. Dessa maneira, é possível analisar o grau de dificuldade do animal e desmascarar o problema.
O que o distúrbio causa
Desorientação espacial, falta de interação, alteração do sono, dificuldade de fazer as necessidades no local correto e diminuição do esforço físico são alguns dos sinais do distúrbio.
O Alzheimer canino não tem cura, mas o tratamento - feito principalmente com alimentos antioxidantes retarda os sintomas
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